
A sociedade atual passa por grandes mudanças, característica da humanidade , ao longo de sua evolução, repetindo ciclos de forma cada vez mais dinâmica , transformando o homem e ao mesmo tempo renovando-se
Na atualidade , a sociedade evoluiu de um estágio puramente industrial para uma sociedade do conhecimento, mas como forma de produção de riquezas .Sendo assim, a educação transforma-se num indicador extremamente importante, a nível de fazer parte de acordos econômicos internacionais entre países.Para isso é necessário que a mesma atinja índices de desenvolvimento compatíveis com essa nova sociedade.
Diante desses avanços aparece a figura do professor com novas exigências e, principalmente novas competências, para encarar esses desafios , que ora se apresentam. Enfim, uma nova sociedade, um novo perfil de profissional da Educação.
O professor do novo milênio enfrenta um paradoxo, de um lado atender as necessidades do meio e do outro trabalhar a busca pelo conhecimento.
As demandas que aparecem são muitas e, logo se faz necessário um professor que tenha um saber espécífico, uma capacidade humanista de lidar com o aluno , diga-se de passagem quase que “instintiva”,uma sensibilidade, uma abertura ao novo, uma criticidade diante dos fatos, uma perfeita sincronia entre a teoria e a prática, já que uma não subsiste sem a outra, uma metodologia eficiente e uma capacidade de trabalhar com os fatores externos, tornando-os seus aliados e não seus inimigos e, finalmente e não menos importante ter uma compreensão que nada é terminal..
À primeira vista parece nos um ser quase que sobre-humano, diante de características de tão grande porte para um profissional tão desvalorizado pela sociedade, que enfrenta uma jornada de até 60 horas semanais para poder sustentar sua família, que tem diante de si um Sistema Educacional que exige o que não dá e de forma totalmente alienada.É o desafio que se apresenta ...
Emerson Moraes
Imagem:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBENgSEk5BHIWiKm4A9Kta52sTdDlT8KMQ_q5ZP3-4nC-Yc_G86znEUDPIQByG8cdTjJbnAfH_VI3m3TnEf3o3s82f4wqVORsOFmCFaLor1N2DXRP9l92X1IU5-449WsI173U-rRXcZRI/s1600-h/untitled.bmp
Olá Emerson! Gostei muito da sua contribuição através do uso da imagem e da discussão que você empreendeu para fazer juz às grandes e complexas mudanças de papéis sociais que vem ocorrendo dentro do sistema escolar, bem como no campo social como um todo, em relação ao papel profissional do professor.
ResponderExcluirEmerson já algum tempo eu venho estudando aspectos relacionados a esta temática, minha monografia de tcc girou em torno da discussão sobre o papel social do Pedagogo, bem como a formação profissional que a ele está associada através das diretrizes e de toda a legislação pertinente ao ensino superior e as suas futuras responsabilidades quando ao ingresso no sistema educacional, tentando torná-lo no prazo de quatro anos um especialista em educação, e ao mesmo tempo, professor de educação infantil e de séries iniciais.
Bom Emerson, a partir disto, concordo plenamente com você quando expõe, que de nós professores, é esperado um perfil profissional de quase um ser sobre-humano. Muitas das atribuições que a nós são delegadas não fazem juz a formação pela qual passamos na academia, tornado-se desta forma, apenas contribuições para que nos sintamos ainda mais desvalorizados, incompetentes e, principalmente como afirma Oliveira (s/d) desprofissionalizados:
O professor, diante das variadas funções que a escola pública assume, tem de responder a exigências que estão além de sua formação. Muitas vezes esses profissionais são obrigados a desempenhar funções de agente público, assistente social, enfermeiro, psicólogo, entre outras. Tais exigências contribuem para um sentimento de desprofissionalização, de perda de identidade profissional, da constatação de que ensinar às vezes não é o mais importante (Noronha, 2001). (OLIVEIRA, s/d, p. 5)
Pois bem, colega, mas acima de tudo, acredito que também deva partir de nós uma resposta a todo este processo. Precisamos a partir de algum aspecto começar, precisamos nos unir enquanto profissionais, e em cada ambiente em que desenvolvermos o nosso trabalho diário tentar fazer a diferença, fazendo exatamente da forma como estamos fazendo aqui neste exato momento, discutindo, refletindo, adquirindo conhecimento para possam ocorrer efetivas transformações que tornem nossa profissão, pelo menos, mais digna!
Espero que você possa crescer ainda mais com estas colaborações, pois eu já me modifiquei com as suas! Abraço Talita
Colaborando um pouco mais...
ResponderExcluirCom experiência de 25 anos de Magistério Público Estadual posso afirmar que tudo isso é verdadeiro.Trocam governos, mudam as filosofias, mas a carreira do magistério ainda é um grande desafio.Ainda não somos respeitados como profissionais, basta ver o que está acontecendo com a Lei do Piso Nacional Salarial,que poderia trazer um pouco de dignidade aos profissionais,alguns governos estaduais, entre eles o do RS,arguiu inconstitucionalidade para não aplicar a Lei.
Referência:
ResponderExcluirOLIVEIRA, Dalila Andrade. A reestruturação do trabalho docente: precarização e flexibilização. Revista Educação & Sociedade, vol. 25, nº 89, Campinas set/dez, 2004. Disponível em:< http://www.scielo.com.br>. Acessado em: 28 de abril de 2009;
Desculpem, mas havia esquecido!Talita
Colaborando com você Emerson, eu ainda não tenho experiência na profissão de encarar uma sala de aula, sou formada em Educação Especial nas séries iniciais,mas breve estarei atuando e bem assim mesmo com você fala professor tem que encarar várias funções ao mesmo tempo.
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